segunda-feira, 3 de maio de 2010

Simplesmente me abrace!


Seria hilário dizer isso, e é óbvio que eu não espero encontrar minha alma gêmea aos doze anos de idade. Muita gente passa a vida a procura da sua metade e morre sem encontrar aquela que se encaixe perfeitamente, então é por isso que eu não vou procurar agora e espero ainda demorar para começar a procurar.
Tudo o que eu procuro agora é um alguém qualquer, que sorria pra mim, que goste de ouvir as coisas que eu tenho pra dizer, que olhe pra mim e veja o que ninguém consegue mais ver. Não precisa ser paixão e muito menos amor. Aceito que seja somente amizade e carinho, diversão. Só exijo uma única e simples coisa: que ele me abrace. Me abrace com todas as forças que ele tiver, para talvez aquecer esse coração já ressublimado pelo tempo.
Ele não deverá esperar muito que eu me apaixone, pois a cada dia minha armadura se fortifica e aparentemente eu fico cada vez mais imune. No entanto, o que sei sobre meu coração? Ele já foi derretido, congelado e até machucado por tantas vezes que é impossível decidir qual será o próximo estado físico que ele tomará forma.
Dizem que isso é carência, saudade de amor. Pode até ser, se é que não é exatamente isso. Só quero um abraço quentinho, sentir aquele cheiro de perfume que entorpece o corpo inteiro. Sentir-se querida por outra pessoa que não seja você mesma, e sim por uma pessoa do sexo oposto. Não é nada especial, nada complicado, nada que precise de capacidade mental, nada que a ciência tenha que explicar. Só peço um mero abraço.

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