sábado, 8 de maio de 2010

Palavras ao vento


Todo dia, enquanto olho pra você, dentro de mim uma voz grita com uma força suprema tentando me convencer a te expressar o que eu tenho sentido. Mas essa voz passa pela minha mente, que não a deixa sair pela minha boca. Não consigo deixar essa verdade fluir, eu não sou capaz. Tenho um medo inexplicável e incompreensível de uma razão que desconheço. Não há motivos para ter medo. Você não é um monstro ou um extraterrestre. É apenas um amigo.
Talvez eu tenha agido de forma estranha ultimamente, um pouco calada. Não sei explicar o porquê, mas quando você está por perto, começo a falar sem pensar. Então, como minha mente insiste em continuar escondendo o que tenho a lhe dizer, minha subconsciência força-me a recuar e, de certa forma, me afastar um pouco. Não quero isso. Só queria que você soubesse, sem mentiras e ilusões. E eu suplicaria que entendesse, e não se afastasse de mim, se possível.
Preciso vencer esse silêncio e soltar a voz que grita lá do fundo do meu coração. No entanto, não sei de que maneira poderia fazer isso. Poderia tentar dizer sem palavras, apenas com um olhar, com um sorriso ou um gesto. Mas sou incapaz de me expressar, seja de qual jeito for, mesmo que não use palavras.
Já escrevi muito sobre isso, já pensei demais no que poderia acontecer e no que está me impedindo de dizer. Só obtive palavras apaixonadas, que talvez expliquem meus sentimentos complicados. Palavras de amor que se proferem nesse blog perdido em meio a milhões de sites na internet, o qual você jamais encontrará por acaso. Palavras que não chegam a você.

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