domingo, 16 de maio de 2010

Existem tantas coisas que eu não entendo,

que uma resma não daria pra fazer uma lista.Quer dizer, não entendo como podemos ser tão individualistas e como não conseguimos pensar de verdade no sofrimento alheio. Não é só porque uma pessoa está saudável e tem comida em casa que ela não possa sofrer. Não é só porque a menina é mais bonita que você pode xinga-la, que pode achar que ela merecer sofrer por isso. Só porque você não pode adotar um cachorro, não significa que vc precise ignorar quando algum vem feliz pro seu lado na rua. Só porque você não concorda com as idéias de alguem, acha que tem o direito de magoar, de agredir? Com uma bofetada ou com palavras, tanto faz. Se uma pessoa te faz sofrer você quer se vingar por quê? Em que isso vai melhorar sua vida? Somos todos humanos, todos falhamos, mas existem coisas que a gente pode sim evitar fazer. A começar pelas suas palavras, que tal dar uma maneirada no que fala? Que tal pensar duas vezes antes de ser desagradavel sem motivo? Por que ser tão azedo? Sorrir é uma coisa tão linda, você devia experimentar. Se não consegue ser agradável com alguém em especial, se afaste, essa pessoa não tem nada com isso. Só por favor, não venha me dizer que todo mundo tem o direito de se expressar e que por isso você pode fazer o que quer. Que se expresse, mas por favor, não interfira na expressão de outro. Já pensou nisso?

sábado, 8 de maio de 2010

Palavras ao vento


Todo dia, enquanto olho pra você, dentro de mim uma voz grita com uma força suprema tentando me convencer a te expressar o que eu tenho sentido. Mas essa voz passa pela minha mente, que não a deixa sair pela minha boca. Não consigo deixar essa verdade fluir, eu não sou capaz. Tenho um medo inexplicável e incompreensível de uma razão que desconheço. Não há motivos para ter medo. Você não é um monstro ou um extraterrestre. É apenas um amigo.
Talvez eu tenha agido de forma estranha ultimamente, um pouco calada. Não sei explicar o porquê, mas quando você está por perto, começo a falar sem pensar. Então, como minha mente insiste em continuar escondendo o que tenho a lhe dizer, minha subconsciência força-me a recuar e, de certa forma, me afastar um pouco. Não quero isso. Só queria que você soubesse, sem mentiras e ilusões. E eu suplicaria que entendesse, e não se afastasse de mim, se possível.
Preciso vencer esse silêncio e soltar a voz que grita lá do fundo do meu coração. No entanto, não sei de que maneira poderia fazer isso. Poderia tentar dizer sem palavras, apenas com um olhar, com um sorriso ou um gesto. Mas sou incapaz de me expressar, seja de qual jeito for, mesmo que não use palavras.
Já escrevi muito sobre isso, já pensei demais no que poderia acontecer e no que está me impedindo de dizer. Só obtive palavras apaixonadas, que talvez expliquem meus sentimentos complicados. Palavras de amor que se proferem nesse blog perdido em meio a milhões de sites na internet, o qual você jamais encontrará por acaso. Palavras que não chegam a você.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lógicas sem lógicas


“Olho para o relógio digital no painel do carro. E, vagamente, meu olhar encontra o outro lado da esquina. Diretamente e instantaneamente, ele localiza um rosto conhecido no meio de todos os outros rostos conhecidos. Mas não consigo olhar fixamente, e em milésimos de segundos, meu olhar se desvia para outro ponto qualquer. De repente, estou olhando para as minhas mãos, brincando com as minhas unhas. Meu pai fala algo no qual eu nem presto atenção, mas respondo ausentemente e sorrindo. Então eu me pergunto: o que foi isto que acabou de acontecer ? Porque eu sorri ? Não existe sentido. Já faz muito, mas muito tempo. Tento olhar novamente, e concluo mais uma vez o que eu já sabia: agora aquele é só mais um rosto conhecido – ou nem isso mais – no meio de tantos outros, naquela rodinha de esquina.”

Sobre o texto: Foi um acontecimento real do dia 08/09/09, minutos antes das sete horas da manhã, lá na esquina da escola.

Explicação lógica para o texto: Esse sentimento foi um ato involuntário de uma mente distraída e com sono, foi apenas um rápido momento de lembranças que vieram à tona, e antes mesmo de saírem, voltaram pro lugar de onde vieram, um lugar bem profundo, lá na memória.

Essa foi a única explicação lógica que eu encontrei, lá nos meus dicionários interiores. Mas quem sou eu para inventar lógicas de coisas sem lógicas...
pss
PS 1: não me pergunte quem era a pessoa do rosto conhecido, eu não vou responder.
PS 2: o 'rosto conhecido' certamente nunca vai ler isto. Se ler, nunca vai imaginar que era ele.

Um amor de amigo e suas palavras


Eu me virei e sai dali, e uma leve brisa de arrependimento começou a tomar conta de mim. Arrependida por não ter tido forças o suficiente para dizer com a minha voz, arrependida por ter te entregado aquele pedaço de papel, arrependida por ter tido coragem de lhe contar os meus sentimentos. Pela sua expressão confusa, pensativa e meio distante, pude perceber que eu tinha estragado tudo. Não tinha saído como eu esperava, e sua reação não se encaixava em nenhum padrão que eu havia imaginado.
Caminhei até elas, e nós fomos lá pra fora, perto de onde você estava. Elas tentavam me distrair com coisas inúteis enquanto meus olhos fugiam de você, e ao mesmo tempo, a imagem do seu rosto constrangido e um pouco assustado passava e repassava pela minha mente.
O sinal bateu, e eu subi até a classe. Sentei e olhei ao meu redor. Ninguém fazia nada importante, e eu também não teria que fazer nada importante. Coloquei meus fones de ouvido, deitei minha cabeça sobre a mesa, e fiquei observando as árvores lá fora. O vento parecia fazer as folhas dançarem ao ritmo de Maroon 5 que tocava suavemente nos meus ouvidos, como se também quisessem me animar ou me distrair. E aquilo me fazia lembrar novamente da situação acontecida. Não consegui ficar ali por muito tempo, e resolvi fazer algo que realmente distraísse a minha mente. Depois, os minutos voaram até a hora de ir embora.
Eu saí e recebi uma folha de caderno dobrada, uma carta que me disseram ter vindo de você. Aquilo me surpreendeu, já que eu não esperava uma resposta ou alguma satisfação sua. E, mesmo com toda a curiosidade e quase morrendo para saber o que estava escrito, eu só peguei e guardei-a no meu bolso.
Em casa, com mais medos do que esperanças, eu enfim li a carta-bilhete. E então, eu fiquei inexplicavelmente surpresa e feliz. As palavras não falavam de amor, não eram nenhum pedido do tipo “Case-se comigo agora, Julieta”, e nem nada parecido, mas me deixaram muito feliz. Eu pude sentir que ali não tinha nenhuma mentira ou máscara, e que você só me dizia a verdade. Você falou de amizade, destino, tudo de maneira tão sincera e de um modo que não ferisse meus sentimentos. Foi então que meus arrependimentos foram embora, e meu coração se sentiu aquecido de alguma maneira. Percebi que não precisava exatamente ser correspondida, e que ter um amor de amigo como você, era o melhor para se ter naquele momento.

Uma carta, numa velha garrafa


Sei que muito provavelmente você não liga, não se importa e que com certeza nunca lerá essa carta, e é por isso mesmo que eu estou escrevendo-a. Quero te explicar o meu comportamento, se é que você reparou nele. Mas, se por algum acaso tenha reparado que não olho mais para você – não diretamente –, que não te falo oi e que parece que nunca te conheci, não é porque sou arrogante e nem porque finjo não lembrar de você. Ao contrário, eu faço tudo isso exatamente porque descobri que não consegui te esquecer. Não tive coragem ainda de olhar nos seus olhos ou de dirigir uma palavra sequer a você. E agora, pelo o que me parece, o seu comportamento tem sido o mesmo comigo, já que nenhum de nós resolveu quebrar o gelo e talvez ele não seja quebrado.
Mesmo em pouco tempo, tudo se tornou tão diferente. Sua voz mudou, mais grave e mais madura e só de ouvi-la de longe meu estômago desatou a girar mais do que já estava girando. E não era essa a única coisa diferente. Agora você tem vários amigos, talvez já esteja se tornando totalmente igual aos outros meninos, e o que eu mais amava em você eram as suas diferenças, que mesmo mínimas lhe tornavam especial, pelo menos para mim.

Garoto estrelar


Venha de Marte – ou seja lá de que planeta os garotos vêm –, pegue minha mão e me leve para viajar na velocidade da luz pelo infinito universo, que dai pra frente será só nosso. Suba comigo na cauda de um cometa, leve-me para jogar conversa fora nas estrelas e tire uma foto nossa flutuando no solo lunar.
Vamos plantar flores nos anéis de Saturno, e lá será o nosso lar doce lar. Beije-me sob o crepúsculo em Vênus, sob a meia-noite em Júpiter e sob o amanhecer em Mercúrio.
Vamos fugir da Via Láctea numa nave não identificada e atormentar outras galáxias com nosso romance colorido; mostrar aos seres dos planetas extra-solares o que é isso que tanto desejamos e que chamamos de amor aqui na Terra; namorar no vácuo e sentir a brisa interestelar que perfumará o som da sua voz.
Você me protegerá dos meteoros, e me tirará dos buracos negros que eu vacilarei em cair. Ouvirá minhas teorias ridículas e minhas histórias sobre antigos amores. Cuidará com todas as suas armas galácticas do meu indefeso coração e não permitirá que ele se quebre.
Venha garoto estelar, eu estarei aqui, esperando por você, nem que seja para sempre.

PS: Baseado em músicas :D

quarta-feira, 5 de maio de 2010

- I don't know


O que pensar quando os seus olhos tão comuns embaçam minha mente e depois não se direcionam mais pra mim? O que dizer quando você me chama como se não me conhecesse e me faz adorar ser chamada assim? O que fazer para conquistar você, um cara que às vezes se mostra tão inteligente e depois parece tão infantil? O que sentir quando ouvir sua voz irritante faz meu estômago tremer e ao mesmo tempo me deixa com raiva por me sentir assim? O que fazer quando um simples toque seu me paralisa e me anestesia? O que fazer quando sonhar com você é uma terrível opção que eu não posso controlar? O que fazer quando meus olhos param no seu rosto e de lá não querem sair mais? O que fazer quando a vontade de te abraçar é maior que eu e não consigo fazer nada além de suspirar e te desviar da minha vista? O que pensar quando te vejo com suas garotas e quero arrancar minha mente para não pensar mais em você? O que sentir quando passo por você e não consigo nem ao menos lhe dizer ‘bom dia’? O que fazer quando não sei o que fazer e desistir de tentar parece ser a saída mais fácil antes que as coisas dentro de mim comecem a pegar fogo?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

É mágica, voce sabe


Você sabe que nesse mundo tudo fica cada vez mais difícil: o ar cada vez mais denso e poluído, a vida cada vez mais se torna sinônimo de dinheiro, e realidade é só uma metáfora para violência. Falando assim, parece que não resta mais nada de bom ou de especial. Mas são coisas como essas que mostram cada vez mais o quanto se deve aproveitar os pequenos momentos, aqueles em que a mágica está presente e nada do mundo real e difícil parece ser possível nos alcançar.
Falo de coisas que nem quem vive é capaz de descrever com as palavras.
Um beijo sublime que faz você enxergar pequenas estrelinhas com os olhos fechados, e você ouve suaves melodias cintilantes ao fundo enquanto seu corpo permanece estranhamente anestesiado; o segundo infinito que antecede uma surpresa, onde o tempo insiste em parar e lhe falta forças para pensar, respirar ou realizar qualquer outra ação que você faria se estivesse consciente; um momento onde a amizade prevalece e se fortifica mesmo quando você achava que aquele obstáculo poderia ser a reta final de uma linda história.
E são milhões de momentos e seriam muitas palavras. Mas como eu disse, palavras não são meramente capazes. Elas não dizem tudo o que deveriam e de qualquer maneira continuam sendo só palavras, não importa em qual idioma elas estejam.
O que vale mesmo é cada momento que ficou preso em sua mente, e só mesmo uma amnésia total seria capaz de arrancá-los daí. E o que faz esses momentos permanecerem intocáveis em seu consciente e subconsciente, deve ser mágica, improvável e súbita mágica, escondida nas entrelinhas desse mundo que você chama de real.

Simplesmente me abrace!


Seria hilário dizer isso, e é óbvio que eu não espero encontrar minha alma gêmea aos doze anos de idade. Muita gente passa a vida a procura da sua metade e morre sem encontrar aquela que se encaixe perfeitamente, então é por isso que eu não vou procurar agora e espero ainda demorar para começar a procurar.
Tudo o que eu procuro agora é um alguém qualquer, que sorria pra mim, que goste de ouvir as coisas que eu tenho pra dizer, que olhe pra mim e veja o que ninguém consegue mais ver. Não precisa ser paixão e muito menos amor. Aceito que seja somente amizade e carinho, diversão. Só exijo uma única e simples coisa: que ele me abrace. Me abrace com todas as forças que ele tiver, para talvez aquecer esse coração já ressublimado pelo tempo.
Ele não deverá esperar muito que eu me apaixone, pois a cada dia minha armadura se fortifica e aparentemente eu fico cada vez mais imune. No entanto, o que sei sobre meu coração? Ele já foi derretido, congelado e até machucado por tantas vezes que é impossível decidir qual será o próximo estado físico que ele tomará forma.
Dizem que isso é carência, saudade de amor. Pode até ser, se é que não é exatamente isso. Só quero um abraço quentinho, sentir aquele cheiro de perfume que entorpece o corpo inteiro. Sentir-se querida por outra pessoa que não seja você mesma, e sim por uma pessoa do sexo oposto. Não é nada especial, nada complicado, nada que precise de capacidade mental, nada que a ciência tenha que explicar. Só peço um mero abraço.

Homens!


Se eles nos olham daquele jeito, nós os amamos. Se eles nos ignoram, nós os odiamos. Se eles nos dão atenção, nós os amamos. Se eles só valorizam o nosso exterior, nós os odiamos. Se eles nos elegiam, nós os amamos. Se eles não têm atitude, nós os odiamos. Se eles se declaram, nós os amamos. Se eles mudam de ideia, nós os odiamos. Se eles nos beijam, nós os amamos. Se eles fingem não lembrar das datas, nós os odiamos. Se eles querem namorar, nós os amamos. Se eles nos traem, nós os odiamos. Se eles pedem perdão, nós os amamos. Se eles são machistas, nós os odiamos. Se eles são sensíveis, nós os amamos. Se eles não nos entendem, nós os odiamos. Se eles dizem “Eu te amo”, nós os amamos.
Independente do que eles façam, se eles são ou não desse planeta, de um jeito ou de outro sempre vamos acabar amando algum deles.