domingo, 31 de outubro de 2010

Pequenas grandes lembranças


Tantas coisas acontecem e nós temos que aprender a ter novos amigos com quem compartilhar novos momentos dos quais futuramente iremos sentir saudades outra vez. Mas nesse caminho, não dá pra esquecer aqueles que nos ajudaram a crescer, aqueles que sempre terão o seu lugar reservado em nossa vida.
Eu sinto falta da minha melhor amiga. Na verdade, sinto falta de várias coisas, de várias pessoas, e minha melhor amiga é uma delas. É ruim não ter mais ela por perto todas as manhãs, embora eu já tenha me acostumado com isso depois de tanto tempo. É ruim poder vê-la só de vez em quando, mesmo falando com ela todos os dias pela internet. Eu queria que ela estivesse mais presente na minha vida, é verdade, mas por enquanto essa certa distância é o que o tempo reservou pra nós.
O que resta então são as lembranças dos tantos dias que já se passaram, dos poucos e certamente inesquecíveis dias que ainda estão por vir e de todas as coisas que nós passamos juntas, aprendendo sempre a superar e conviver com cada mudança em nossas vidas.

sábado, 23 de outubro de 2010

Só hoje ou por enquanto.


Hoje eu acordei com vontade de te ver, com vontade do seu abraço. Hoje eu só queria que você pudesse olhar nos meus olhos e conseguisse descobrir o que eu sinto e realmente não sei. Hoje eu queria te ligar, mas não sabia o que dizer e não liguei. Hoje eu queria andar por aí com você, falar sobre qualquer coisa e ficar feliz. Hoje minha inconstância me deixou em paz, e por alguns momentos consegui enxergar claro nos meus sentimentos. Hoje eu queria poder ser mais confiante, solta e falante com você. Hoje eu queria te mostrar que sou mais do que só todas essas palavras, embora muitas vezes eu ache que sou feita inteiramente delas. Hoje eu queria tanta coisa, mas só te ofereço este texto. Hoje eu queria ter tido você comigo, só hoje ou por enquanto, não me importando com o antes e nem com o depois.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Luzes da cidade.


Naquela noite nada mais me restava, então eu apenas saí para dar uma volta de bicicleta e olhar as luzes da cidade que davam um aspecto bagunçado a todos os lugares por onde eu passava. Eu também estava uma bagunça, meus pensamentos explodiam como bombas na minha cabeça e meus sentimentos pareciam centrifugar dentro de mim. Tudo o que eu queria era fugir das coisas estranhas que aconteciam comigo, desligar-me como uma máquina, mas eu não podia, não havia botões para isso. Na cidade, pessoas andavam nas calçadas e carros corriam para todos os lados, e eu estava apenas a observar, os muros cheios de desenhos de corações flechados com nomes dentro, cachorros e mendigos implorando por migalhas, casais andando de mãos dadas, e as luzes que transformavam tudo em cenas fictícias que nunca deixaram de ser reais. Cada cena ali tinha uma história pra contar, mas ninguém nunca parou pra ouvir. E eu também não parei, afinal, mal conseguia cuidar da minha história, quanto mais das muitas outras histórias que existem pelo mundo a fora.
Então eu parei para rever mais uma vez a minha história, ou apenas um capítulo dela: Por que eu estava daquele jeito? Por que o mundo parecia tão confuso para mim? Por que eu pensava tanto? Cheguei a achar até que eu não me importava mais, mas notei que se eu não me importasse, não estaria tão perdida assim. Rever a minha história foi novamente inútil, continuei a mesma bagunça de antes.
Parei a bicicleta. Apenas fiquei a observar as luzes, que de repente davam um aspecto divertido a tudo ao meu redor e dentro de mim, pois, já que não era possível encontrar respostas, a saída era tentar se divertir com as infinitas questões que habitavam o meu ser.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A razão de eu estar aqui


Você conhece muitas outras pessoas, anseia relacionamentos e, provavelmente, algum dia irá se afastar deles, passando a vê-los raramente. Então de repente você percebe o quanto eles são importantes para você, muito mais importantes que qualquer outra pessoa que você conhecerá na vida. Eles são, literalmente, a razão da sua existência: são seus pais. E foi somente por causa deles, não importa como e onde, que você passou a existir e existe até hoje.
Seus pais são as primeiras e umas das únicas pessoas em que você confiará de olhos fechados e que irão querer sempre o melhor para você. É a coisa mais clichê do mundo, mas é a mais pura verdade.
E um dia você irá perceber que eles são pessoas como você, que eles já sentiram o que você sente. É verdade que você nunca ficou sabendo muitos detalhes sobre os sentimentos dos seus pais. Isso era preciso, eles precisavam aparentar ser fortes e experientes, não podiam demonstrar fraquezas.
São eles os culpados por tudo o que há de bom e tudo o que há de ruim em você, cada qualidade e cada defeito. São responsáveis pelo seu caráter, pelos seus valores e pela sua consciência. São aqueles que não precisam dizer que te ama para você ter certeza disso, você simplesmente sabe, simplesmente sente.

PS: O texto foi inspirado nos meus pais, e há vários tipos de pais no mundo. Achei que deveria escrever sobre eles, já que são tão importantes pra mim e nunca dediquei um texto a eles.