Ele, que já não sabe mais se tenho medo de chuva, na verdade, ele nem sabe quando chove por aqui. Não sabe se ainda continuo paranóica em querer sempre ser mais magra, se ainda como milhões de chocolates e depois me sinto culpada,se o meu chocolate preferido ainda é o Chokito, se mantenho o meu cabelo escuro, se ainda amo viajar e se fico com cara de boba quando vejo filmes romanticos, se ainda acho que vou conseguir mudar o mundo e se fico super de mau humor quando vejo uma injustiça (...) É, o meu anjo não sabe mais dos meus medos, das minhas angustias, das minhas consquistas, muito menos dos meus momentos tão doloridos de silêncio, onde o que eu mais queria era o abraço dele, que fazia com que todos os meus pensamentos sumissem.
Ele se foi, foi conhecer lugares novos, pessoas novas, ter novas experiências. Foi atrás do que ele achava que era certo. Há muito tempo ele se foi ... E eu fiquei parada no tempo, estagnada, vivendo dias iguais, tentando buscar formas alternativas de felicidade.
"Para não pensar na falta, eu me enchi de coisas por ai. Me enchi de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao sol. E todo esse resto de coisas, deixou aos poucos de ser resto e passou a ser a minha vida. "
Enfim, consegui enxergar que toda a dor da sua ausência , que todo esse medo de me envolver com um outro alguém pra não me machucar novamente, eram proteções que eu mesma criava para manter a vida morna que eu insistia em levar. Era tão estável viver os dias de maneiras iguais que não me dei conta que a felicidade não consegue entrar em portas fechadas.
Hoje sei que ninguém é substituivel. E que eu posso vir a gostar de outra pessoa, com mais ou menos intensidade, não importa, mas de uma maneira diferente. Que as pessoas não são iguais e que eu posso encontrar a minha excessão.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Ofuscada

Ela sentou-se debaixo daquele céu estrelado e sem nuvens buscando por respostas que ela nunca encontraria, numa madrugada fria e abafada pela melancolia. O vento congelante que soprava a fez tremer e desejar agoniadamente alguém para abraçar, o que trouxe à deriva suas memórias já desgastadas pela solidão do tempo. Sentiu uma profunda falta de cada único amor que teve, mas algo lhe doeu no peito: será que algum dia ela amara de verdade? Ela conhece o amor ou todos seus sentimentos nunca passaram de pseudo-amores? Perguntas incessáveis lhe encheram a mente, e nesse instante ela desistiu de formular qualquer resposta, pois sabia que, mesmo se tentasse, nunca poderia responder tais perguntas, ninguém nunca pôde. Apenas sentiu sua respiração, olhou para as estrelas de uma maneira que nunca tinha feito e nelas encontrou um pouco de esperança. Ela era como uma estrela, só que seu brilho andava um pouco ofuscado, talvez ele estivesse se perdendo em meio a tantas perguntas solitárias que ela fazia a si mesma.
Passou algumas horas ali, desejando às estrelas alguém para esquentar seu corpo frio naquela madrugada invernal. Até que o brilho do sol apareceu ao longe, ofuscando o brilho das estrelas noturnas e transformando a escuridão em um azul claro e iluminado. Ela sabia então que aquela era a sua deixa, o seu momento de partir. As estrelas já estavam sumindo, isso mostrava a ela que um novo dia começava. Era o momento de deixar todas as perguntas irrespondíveis de lado e começar a viver.
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